Informações

Data
Notícia
22.11.2010

GREVE GERAL: dia 24 de Novembro!

Ninguém faz greve por gosto.

Quem faz greve fá-lo com prejuízo pessoal, pois vai ter de recuperar o trabalho que se deixou de fazer, vai perder dinheiro do seu salário (que tanta falta faz), vai ter de “levar” com os oportunistas que se aproveitam do resultado das greves, e vai ser recriminado por quem não percebe ou não quer perceber as razões por detrás da adesão a uma greve.

Faz-se greve quando:

Se chega a um ponto em que não há alternativa. Em que o primado que sempre atribuímos ao diálogo se depara com uma 'parede'. Um ponto em que se pensa que é necessário tomar uma posição muito forte. Uma demonstração inequívoca do desacordo com as políticas assumidas, mas, e sempre, da vontade de discutir outras soluções.

Faz-se greve porque:

Porque achamos inadmissível ter perdido mais de 10% do nosso nível salarial nos últimos dez anos … Porque o governo congelou um processo de revisão de carreiras e aparentemente não o pretende recomeçar … Porque não aceitamos perder o nosso vínculo de nomeação definitiva e passarmos a contrato de trabalho em funções públicas … Porque não compreendemos o despacho de congelamento das progressões e promoções ... Porque não estamos de acordo com um sistema de avaliação completamente inadequado à Inspecção Tributária … Porque não queremos uma aposentação com pensões de miséria …

Porque exigimos respeito! Respeito pelo facto de sermos trabalhadores que dão o melhor, por vezes sem condições materiais e logísticas adequadas. Respeito pelo facto de termos direito a sermos representados pelas nossas Associações Sindicais à mesa das negociações e em negociações sérias.

Se é contra as opções políticas que resultam na contínua perda de direitos na função pública, que colocam em causa a nossa profissão, a nossa dignidade, e serviços públicos de qualidade, na próxima 4.ª feira, dia 24 de Novembro, FAÇA GREVE!

A estratégia de concentrar o fogo sobre os trabalhadores do Estado é inteligente. Criar um bode expiatório, isolá-lo socialmente e começando por aí um combate político e ideológico ao mesmo tempo estéril e espalhafatoso, permite desviar as atenções do que é essencial e apostando no supérfluo.

As lutas têm o seu modo e o seu tempo. Falhar nelas é piorar o que já está péssimo.

A APIT pede a todos os Profissionais da Inspecção Tributária que façam da Greve Geral marcada para o dia 24 de Novembro um momento marcante na DGCI, em termos de lição de convicção e espírito de resistência, em defesa da nossa dignidade.

DIA 24 DE NOVEMBRO, FAÇA GREVE!!!...