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24.11.2010

"Sinto-me burlado."

A. F., 35 anos, inspector tributario da DGCI.

Entrou num concurso em 2005. As vagas mudaram a meio. Queria ficar no Porto, veio deslocado para sul. Ganha 1200 euros, sobram-lhe 700 para viver, trabalhar na capital e ir a casa ao fim de semana. É casado e tem uma filha. Durante a semana vive num quarto. "É como se andasse na escola, mas em vez de trazer sebentas trago os códigos." Deveria ser aumentado no início do ano, mas com os cortes na função pública vai ganhar menos 150 euros. "Sinto-me burlado."