Home Destaques Info 5 / 2020 – Os Trabalhadores da AT exigem proteção!

Info 5 / 2020 – Os Trabalhadores da AT exigem proteção!

by Nuno Barroso
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Esta é uma guerra de todos nós, por todos nós!

A APIT veio desde meados de Janeiro, mesmo antes de ter sido decretado o Estado de Emergência, a apontar para a necessidade de um plano estratégico global da AT, para aplicar uniformemente a todas as UO, de prevenção sanitária dos trabalhadores e utentes e de manutenção da operacionalidade dos serviços. Desde logo, alertámos ser imprescindível garantir equipamento de proteção e material desinfetante, em quantidade e qualidade adequadas. Solicitámos reuniões com a Direção da AT, logramos obter uma reunião com o Sr. SubDG, Dr. Damasceno Dias em 28.02 onde, de forma cordial, apresentámos as nossas sugestões e propostas.

Face ao desenvolvimento da situação, no dia 11.03 voltámos a reunir já com a presença da Sra. DG em que tentámos reforçar as nossas propostas, uma vez que se percebia que toda a AT continuava mergulhada na inércia. Face às questões que fomos colocando, a Sra. DG assegurando haver já um Plano de Contingência, a sua aplicação ficava à responsabilidade da autonomia gestionária dos Srs. Diretores.

Entre muitas outras questões, sublinhámos ser indispensável:

a) impedir a manutenção de trabalhadores em trabalho presencial em espaços reduzidos;

b) a redução das equipas/sectores para um máximo de 50% do efetivo com uma rotatividade mínima de 15 dias (e nunca de apenas uma semana, ou, em dias alternados);

c) a eliminação por completo do atendimento presencial, em especial, e de forma urgente e imediata, em serviços localizados em áreas geográficas de maior incidência da infeção;

d) a falta de necessidade de contacto presencial entre coordenadores e operacionais na entrega de documentação (as dúvidas ou questões podem neste momento excecional ser resolvidas de forma remota);

e) o reforço dos servidores para permitir um trabalho remoto em boas condições (e compreendemos que a passagem quase imediata de 2000 para 7000 trabalhadores nessas circunstâncias obrigam a compensações técnicas nem sempre imediatas).

Apresentámos ainda a proposta de um gabinete de crise alargado aos representantes dos Trabalhadores que continua a não existir.

Posteriormente, continuamos a dar conta de diversas situações irregulares na forma como alguns Dirigentes iam respondendo à necessidade de contenção da infeção por CoViD-19 e de assegurar a operacionalidade das UO, muitas delas derivando da total incompreensão da situação trágica que se vive e de uma ideia de “gestão à mão” que veio a resultar na “autonómica” resistência ao cumprimento das orientações emanadas pelo Governo e pela Direção da AT. Juntando-se ainda o atraso da AT, do Ministério das Finanças e do próprio Governo em agir preventivamente.

Não é possível apresentar a missão e as funções desempenhadas pela AT como funções essenciais do Estado e não ter, de forma generalizada e uniformizada, garantidas as condições organizativas e de absoluta segurança para as poder levar por diante, permitindo até a ocorrência de demasiadas situações de incumprimento das regras mais básicas no combate à disseminação desta doença.

Os resultados, infelizmente, começam a estar vista!

Como já é público, o número de colegas infetados aumenta e os serviços, em risco, têm que recorrer a planos “B” não pensados sem terem “visto” alguma vez implementado um plano “A”.

Talvez agora se compreenda a necessidade que sempre afirmávamos de discutir e repensar a organização operacional da AT.

A APIT tem consciência das dificuldades que existem no mercado nacional e internacional para a aquisição do material de proteção, mas não aceitamos que se continue a manter de forma ficcional o cumprimento das orientações da AT e da própria DGS na salvaguarda da saúde, e mesmo da vida dos Trabalhadores da AT. A APIT tem noção que os serviços tem inúmeras dimensões, mas é impensável que o plano de contingência, no caso dos serviços que mantêm presença efetiva de trabalhadores, não coloque parte substancial, p.e. 50% dos trabalhadores em teletrabalho / prevenção que, rotativamente (em pelo menos 15 dias), alternem com os colegas nesses postos de serviços, assegurando em quarentena a monitorização do seu estado de saúde e o, fundamental, funcionamento operacional das funções essenciais à sociedade portuguesa.

A gravidade do momento que vivemos impõe que todos tenhamos elevado sentido de responsabilidade. Os profissionais da AT, ao desenvolver funções essenciais para o Estado e para a Sociedade, devem ser protegidos.

É ainda necessário assegurar, junto de outras autoridades (PSP/GNR/Polícias Municipais), o livre-trânsito dos colegas que, de forma impreterível, se têm de deslocar, no cumprimento daquelas funções, para os seus postos de trabalho.

O reconhecimento do profissionalismo dos Trabalhadores expresso em e-mails e por outros meios por responsáveis da AT, faria ainda mais sentido se fosse seguido pelo empenho de todos os dirigentes em levar por diante o cumprimento da nossa Missão com segurança e operacionalidade.

AS PESSOAS ESTÃO EM PRIMEIRO LUGAR! SEMPRE!

É TEMPO DE PREVENIR E AGIR.

UNIDOS E SOLIDÁRIOS, SOMOS MAIS FORTES!

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